Neuropsicologia


O que é?
Área da psicologia voltada ao estudo das relações entre o cérebro e as manifestações do comportamento humano, capaz de avaliar o desempenho de diversas funções cognitivas, além de possibilitar reabilitação apropriada para cada uma delas quando acometidas.

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Neuropsicologia

  • Lesão Encefálica Adquirida

    O que é?

    Trata-se de uma lesão que ocorre no encéfalo, devido a causas externas, como, por exemplo, traumatismo crânio encefálico, ou fatores internos, como é o caso de AVC e tumores, dentre outras condições. 


    A ocorrência de lesão encefálica adquirida pode trazer importantes consequências ao paciente, desde o âmbito familiar e social até profissional, pois pode prejudicar a sua independência,  o seu desempenho ocupacional (atividades de vida diária - AVD - e atividades instrumentais de vida diária - AIVD), em nível cognitivo, emocional, comportamental e físico.


    Consequências / Como interfere no cotidiano?


    • Cognitivo

    Pode prejudicar o desempenho do processamento de informações, raciocínio, memória, atenção, orientação de tempo e espaço, concentração e linguagem, tanto na fala, quanto na leitura e escrita.


    • Social

    O paciente pode apresentar dificuldades em relações interpessoais e interação social, assim como para manter ou ampliar a rede de relacionamento/social.


    •  Comportamental/Emocional

    O paciente pode desenvolver oscilações de humor, alteração de personalidade, ansiedade, agressividade, irritabilidade e impulsividade, dentre outras demonstrações relacionadas ao comportamento e à emoção.


    • Físico

    Dificuldade de manter-se equilibrado, prejuízo da coordenação motora, lentidão e comprometimento das AVD e AIVD, como comer, tomar banho, dirigir, pagar contas, tarefas domésticas, cozinhar, fazer compras e entre outras. 


    Tratamentos

    O plano de tratamento deve ser adequado às necessidades individuais de cada paciente e família, a fim de melhorar a qualidade de vida e proporcionar bem-estar. 


    É preciso readequar as respostas e capacidades do paciente a sua respectiva rotina, indicando quais as medidas que podem ajudá-lo. É importante mantê-lo orientado em relação ao tempo e espaço, estimular a memória, assim como a capacidade de antecipação, planejamento e linguagem. 


    Assim, é possível desenvolver um plano de tratamento voltado ao trabalho de habilidades cognitivas, a fim de compreender e “readequar/reorganizar” o sistema neurológico do paciente.


    É importante destacar que o tratamento neuropsicológico da LEA envolve a capacidade de adaptação do cérebro e a possibilidade de encontrar novos caminhos para realizar a tarefa. 


    Dessa forma, é possível proporcionar ao paciente um plano de tratamento voltado a uma vida mais saudável, com maior qualidade de vida e, principalmente, com a chance de retomada/restauração da autonomia.


  • Transtorno Neurocognitivo (demências)

    O que é? 

    Transtorno neurocognitivo é o nome dado às condições que ‘reduzem’ ou prejudicam a capacidade e função mental. Hoje em dia, são conhecidas nove condições que acometem de forma similar funções cognitivas essenciais, como memória, raciocínio e lógica, além de prejudicar funções motoras. 


    Sintomas

    Os principais sintomas que indicam o desenvolvimento de algum transtorno neurocognitivo são:

    • Problemas relacionados à memória, principalmente, a recente/de curto prazo;
    • Mudanças comportamentais;
    • Dificuldade para compreensão de linguagem e comunicação;
    • Dificuldade em realizar atividades diárias (AVD);
    • Confusão mental;
    • Ansiedade;
    • Dificuldade de concentração.

    Causas e Fatores de risco

    Os distúrbios neurocognitivos são, na realidade, condições adquiridas que representam alguma doença ou algum problema cerebral subjacente, que, por sua vez, acaba resultando em um declínio nas funções cognitivas e motoras. 


    Por isso, pode-se dizer que os distúrbios neurocognitivos são resultado dos danos causados pela condição subjacente, capaz de acometer diversas funções cerebrais essenciais relacionadas à linguagem, comunicação, aprendizado, coordenação e entre outras.


    É possível que se desenvolva por conta de doenças neurodegenerativas, trauma cerebral ou até mesmo abuso de substâncias. 


    Além disso, existem alguns fatores ou condições que podem aumentar o risco de desenvolver um distúrbio neurocognitivo:

    • Idade (+60 anos);
    • Distúrbio cardiovascular;
    • Diabetes;
    • Uso excessivo de álcool ou drogas;
    • Prática de esportes com alto risco de traumatismo craniano.

    Tratamentos

    A indicação de tratamento depende da causa subjacente, cada condição requer um tipo diferente de terapia. No caso das demências, condições que ainda não têm cura, é indispensável desenvolver um plano de tratamento adequado à realidade, condição e às necessidades individuais do paciente, assim como particularidades da família. 


    Por isso, o tratamento objetiva melhora na qualidade de vida, autonomia cognitiva e bem-estar. 


    No caso das demais causas subjacentes, como abuso de substâncias ou lesões, é possível que o transtorno neurocognitivo ocorra de maneira temporária. Mas também é fundamental realizar um tratamento individualizado com especialista. 


  • Transtorno do desenvolvimento infantil

    O que é? 

    Os transtornos do desenvolvimento infantil são distúrbios neurológicos que acometem funções cognitivas, como atenção, memória, percepção, linguagem e interação social. 


    Logo nos primeiros anos de vida, a criança deve adquirir habilidades motoras, de linguagem e sociais. No entanto, há casos em que as funções cognitivas se comprometem e causam transtorno do desenvolvimento infantil, o qual pode ser neurológico, emocional e comportamental. 


    Os principais transtornos são:

    • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

    Trata-se de um quadro, normalmente, notado quando a criança começar a ir para escola, justamente porque esse transtorno manifesta-se a partir da desatenção e a atenção é essencial durante qualquer aprendizado ou obtenção de conhecimento. 


    É possível notar que a criança apresenta dificuldade em manter foco e atenção, desorganização, esquecimentos e passa a sensação de estar no “mundo da lua”. 


    Em relação à hiperatividade característica do quadro, nota-se que a criança, geralmente, apresenta impulsividade, inquietação e agitação de mãos e pés, além de não conseguir ficar sentada na sala de aula, falar muito e, muitas vezes, não esperar a sua vez para falar.


    • Transtorno do Espectro Autista (TEA)

    Trata-se de um transtorno do desenvolvimento infantil caracterizado pela alteração do desenvolvimento neurológico caracterizado por dificuldade de socialização, deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, além de padrão de comportamento restritivo e repetitivo.


    Apresenta-se em diferentes gradações, desde quadros leves até graves. Mas é válido ressaltar que, independente do grau de acometimento, o quadro envolve dificuldades e prejuízo no relacionamento social e comunicação, em múltiplos contextos. 


    Assim sendo, é possível notar essa questão comunicacional e de relacionamentos através da dificuldade na reciprocidade social e emocional apresentada pelo paciente, acompanhada por dificuldade na comunicação não verbal (contato visual e expressões faciais) e no desenvolvimento, permanência e compreensão das relações sociais.


    • Distúrbios de aprendizagem

    Como o próprio nome sugere, esse é um transtorno totalmente relacionado ao processo de aprendizagem, caracterizado por dificuldades escolares específicas que são consideravelmente maiores do que o esperado  para a fase de desenvolvimento. 


    A criança com esse tipo de transtorno apresenta dificuldades que acabam prejudicando o desempenho e rendimento escolar e tais dificuldades manifestam-se em diferentes áreas: linguagem escrita, leitura, raciocínio e habilidades matemáticas.


    Não há uma causa exata para a ocorrência de algum distúrbio de aprendizado, mas estudos apontam que pode estar relacionados a fatores genéticos e emocionais, assim como estar ligado aos familiares e ao ambiente escolar. 


    Os principais transtornos classificados como distúrbios de aprendizagem são: o Transtorno de Leitura, também chamado de Dislexia, Transtorno de Matemática e Transtorno de Expressão Escrita.


    • Deficiência Intelectual

    Transtorno do desenvolvimento infantil caracterizado por limitações nas habilidades mentais, manifestado através de dificuldade no processo de compreensão de ideias e resolução de problemas, além do acometimento de outras habilidades ligadas à inteligência e raciocínio. 


    A Deficiência Intelectual pode ser resultado de fatores genéticos ou perinatais, como má formação fetal, desnutrição infantil, problemas durante a gestação ou o parto. 


    • Síndrome de Rett

    Trata-se de um transtorno do desenvolvimento infantil raro caracterizado por dificuldades na interação social, na fala e movimentos repetitivos das mãos. Além disso, pode haver deficiência intelectual grave, convulsões, mobilidade afetada e retardos no crescimento.


    Sintomas

    Os sintomas variam de acordo com o transtorno do desenvolvimento infantil apresentado pela criança, mas os sintomas mais comuns estão relacionados à comunicação, à interação social e ao processo de aprendizado. 


    Causas/Fatores de risco

    Existem diferentes causas para a ocorrência de atrasos do desenvolvimento. É possível que este aconteça por conta de fatores desde o período da gestação e parto, devido a diferentes síndromes genéticas, traumas na infância e até mesmo como consequência de doenças sistêmicas graves. 


    Tratamentos

    A indicação do tratamento adequado varia conforme o transtorno do desenvolvimento que a criança possui. Mas, ao notar sinais que podem indicar algum dos transtornos, é fundamental procurar um especialista, para obter o diagnóstico correto o mais breve possível e iniciar o tratamento, se necessário, o quanto antes. 


    O tratamento pode envolver um conjunto de modalidades terapêuticas, a fim de aprimorar o potencial de desenvolvimento social, comunicação e autonomia com inserção na família, escola e comunidade, para, assim, promover melhoria na qualidade de vida.


  • Avaliação Neuropsicológica

    O que é?

    Trata-se de um exame realizado para analisar as funções cognitivas e comportamentais e humor do paciente, buscando avaliar e diagnosticar distúrbios de atenção, linguagem, memória, percepção sensorial e capacidade de planejamento, cálculo, pensamento lógico e raciocínio.


    Ou seja, a avaliação neuropsicológica tem como objetivo avaliar o desempenho cognitivo, a fim de analisar suspeitas no campo neuropsicológico, tais como  alterações cognitivas e comportamentais, as quais podem ser resultado de desordens, distúrbios ou condições neurológicas e outros transtornos. 


    Quando é indicada?

    O exame é indicado quando há a necessidade de detectar e diagnosticar alguma desordem ou distúrbio neurológico, como demências ou traumatismo crânio encefálico, por exemplo. 


    Pode ser indicada também para diferenciar e, portanto, confirmar do que se trata o quadro do paciente diagnosticado com uma síndrome psicológica ou uma neurológica. É importante o diagnóstico diferencial para nortear o tratamento adequado. 


    Além disso, o exame é utilizado para o monitoramento (acompanhamento) da recuperação cognitiva ou evolução de uma desordem neurológica. Assim como pode ser feito em casos nos quais há a necessidade de analisar o funcionamento cognitivo de uma pessoa, a fim de indicar um plano de tratamento adequado às necessidades individuais. 


    O exame é importante também para os familiares, pois pode ser indicado para orientá-los em relação à melhor forma de ajudar o paciente com alguma desordem, distúrbio ou condição neurológica que vem afetando sua qualidade de vida. 


    Há ainda outra indicação para a avaliação neuropsicológica: analisar se o paciente está apto a fazer tarefas como dirigir, administrar as próprias finanças e retornar ao trabalho ou à escola. 


  • Reabilitação Neuropsicológica

    O que é?

    Trata-se de um processo que engloba um conjunto de atividades terapêuticas com o intuito de auxiliar no tratamento de desordens, condições ou transtornos neurológicos e, portanto, alterações cognitivas.


    As atividades devem ser indicadas com base nas necessidades individuais e diagnóstico de cada paciente e a reabilitação pode ajudar também no aspecto comportamental, pois é possível que o paciente apresente alterações devido às disfunções cerebrais.


    É válido ressaltar que o suporte emocional, tanto para o paciente, quanto aos seus familiares, também é importante durante o processo de reabilitação, pois pode auxiliá-los em relação aos aspectos emocionais envolvidos, bem como ajudar na compreensão da patologia e do nível de funcionamento cognitivo e comportamental do paciente. 


    Quando é indicada?

    A reabilitação é indicada para pessoas que tenham sido diagnosticadas com algum tipo de desordem, distúrbio ou condição neurológica que afeta o desempenho cognitivo, o comportamento e as emoções. 


    Caso o paciente tenha algum tipo de disfunção ou lesão cerebral e apresente problemas de orientação ou lentidão no processamento de informações, a reabilitação neuropsicológica pode ser uma alternativa de tratamento. 


    Além disso, é indicada também em casos de distúrbios de atenção e concentração, comunicação, percepção de tempo e espaço, memória e linguagem. Assim como em casos de dificuldades para raciocinar logicamente, planejar ações e tarefas, e julgar. 


    Se o paciente apresentar falta de iniciativa, afastamento ou isolamento social e alterações comportamentais significativas, a reabilitação neuropsicológica pode ser fundamental no plano de  tratamento. 


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